5 golpes aplicados em turistas na Índia

A Índia é muito conhecida também, como outros países pobres Asiáticos, pelos golpes que são aplicados em turistas desavisados. Nesse post eu vou falar sobre alguns golpes que são aplicados por lá e tentar ajudar você a não cair em nenhum, ou pelo menos evitar a maioria.

Como a maioria dos países Asiáticos que sofrem com a pobreza, a Índia não fica de fora no quesito “golpes em turistas”. Apesar de sermos viajantes frequentes e conhecermos vários golpes, infelizmente caímos em alguns, que tivemos consciência no momento ou depois… Com o meu relato, espero ajudar você a evitá-los.

#01: O preço do Tuk Tuk

Antes de entrar em um tuk tuk, desconfie do motorista, pois a probabilidade dele tentar tirar algum proveito de você é certa. Não estou generalizando, apenas alertando.

Muitos deles são honestos e tivemos a sorte de encontrar um muito simpático  e atencioso, que cobrou 100 rúpias para ficar dando voltas com a gente, mostrando alguns pontos turísticos, templos e suas histórias. Foi um ótimo city tour, rs.

Eu digo que vão te enganar porque primeiro, você não conhece o lugar, não sabe qual é o preço justo pela corrida e segundo, se você falar que têm interesse em ir a determinada lojinha, ou feirinha, como foi no nosso caso, pode ser que ele te cobre um valor x e no meio do caminho ofereça te levar em outro lugar mais próximo e que ele receba comissão.

Isso aconteceu com a gente e foi muito chato. Saímos do hotel, encontramos o tuk tuk e negociamos que ele nos levasse até uma feirinha, que era bem longe do hotel. Combinamos 150 rúpias para levar eu e o Ike (sim, a quantidade de pessoas interfere no preço).

No meio do caminho, o motorista tentou nos levar para diversos centros comerciais caros, que obviamente ele receberia comissão. Foi uma situação muito chata, pois estávamos com pressa para ir a feira, afinal nosso voo partiria aquela tarde, e o motorista do tuk tuk ficava parou em algumas lojas no meio do caminho perguntando “não querem conhecer aqui? Aqui é legal, é barato”. 

Isso me deixou muito irritado, porque falávamos que não e ele fingia não entender, até que por fim, muito irritado, o motorista nos levou ao lugar que queríamos ir.

Então a dica é: Combine o preço antes de subir no tuk tuk e tenha o endereço certinho de onde pretende ir. Quando eu digo endereço, não me refiro somente ao nome do lugar e sim, ENDEREÇO mesmo.

Isso se aplica aos táxis também.

#02: Presente, guia e oração “gratuita”

Isso é uma coisa muito chata também. É muito comum na Índia você ir em um templo, fazer uma oração e ao final ser cobrado por isso “como uma doação”. O pior de tudo isso é que você não doa o que pode e sim o que eles determinam.

Isso particularmente me irritou MUITO quando estivemos em Pushkar, aconteceu algo muito chato e  que a Amanda contou a experiência aqui.

Estávamos com dinheiro contato, pois era final de viagem, quando fomos levados as margens do lago onde estão as cinzas do Gandhi. Recebemos explicações do lugar e uma oração Hindu muito bonita por um suposto Brâmane. Até aí tudo bem. Ao final da oração o Brâmane  cobrou 2.000 rúpias por pessoa como “doação”. Minha vontade foi de fingir demência, mas sabe aquela pressão velada? Ele falava: “Você tá feliz? A oração foi boa? Doe um dia ou mais dias de refeição. Cada dia custa 2.000 rúpias por pessoa.

Fonte: Google Maps

A Amanda e o Henrique fizeram as doações e eu acabei fazendo também, mas fiquei muito irritado, pois para mim não passou de um golpe.

Minha dica é: Se você for a Pushkar e participar de qualquer oração Hindu as margens do lago, doe o que quiser doar! E se te destratarem ou forem grossos estipulando valores, vire as costas. Já tenha em mente que isso pode acontecer.

Lago Sagrado em Pushkar

Outra coisa parecida aconteceu em Nova Delhi, quando entramos em um templo Hindu que achamos em uma rua aleatória. Mal entramos e já veio um “guia espiritual” querendo amarrar uma fita no nosso braço como “presente”. Não aceitamos e já saímos correndo.

#03: Água falsificada

Parece absurdo, mas na Índia há água mineral falsificada. Alguns comerciantes pegam garrafas vazias na rua, colocam água de torneira, que é imprópria para o nosso consumo e, por fim colocam a tampa sem romper o lacre e comercializam.

Isso é muito perigoso para nós turistas, uma vez que a água na Índia é contaminada.

Não tive problema com intoxicação lá, mas a Amanda não teve a mesma sorte.

A dica nesse caso é: Compre comprimidos (pastilhas) purificadoras de água. É muito difícil saber se a água que você vai tomar é mineral ou não, então é melhor prevenir. Quando estivemos na Índia, não fizemos isso, porque não tínhamos conhecimento 🙁 .

#04: Jóias, Pashimina, chás e artesanatos

Quando você estiver na Índia, logo vai se dar conta que quase todos comerciantes vão tentar tirar proveito de você. Na maioria das vezes vão tentar agregar valor ao objeto falando que, por exemplo: A bolsa foi bordada a mão, o sari é de qualidade superior a todos que você já tinha visto, que todo lenço é pashimina, que todo souvenir é artesanato produzido manualmente, que tudo é prata e pedra preciosa.

Ou seja, vão tentar te enganar para aumentar o valor do objeto e tirar proveito de você.

A dica é, tenha cuidado ao comprar jóias, principalmente em Jaipur e Agra que são bem famosas por suas joalherias. No caso fomos em algumas joalherias nessas duas cidades. Comprei dois anéis masculinos, um em Agra que eu paguei 60 dólares e outro em Japipur que eu paguei 70 dólares.

Não foram baratos, mas eu acredito que são verdadeiros… pelo menos eu acho 😛 . Então a dica é, se for muito mais barato do que o normal, desconfie!

Com relação aos chás, “pashiminas” e artesanatos, para ser bem sincero, nas lojinhas de rua e nas feirinhas, eu não vi diferença nenhuma na qualidade, somente no preço. Então optei em negociar bastante  e comprei os mais baratos mesmo, porque se forem falsificados, o prejuízo é menor.

Dica: Em se tratando de jóias, dê preferência para comprar em joalherias que emitem certificado de garantia, que tenham boa aparência e que o preço seja condizente. Se ficar na dúvida, melhor não comprar. Não achei os preços imperdíveis em comparação com o Brasil.

Com relação aos demais objetos, eu realmente não vi diferença dos comercializados nas lojinhas de rua, feirinhas e centros comerciais… então comprei os mais baratos mesmo.

#05: Agência de turismo, centro de informação

Principalmente em Nova Delhi, quando você estiver andando por lugares turísticos ou até mesmo na rua, vai perceber que o assédio é bem grande e muito chato! Muitas pessoas vão te parar, perguntar quando você chegou, quantos dias vai ficar, o que achou da índia e blá blá blá. O intuito dessa conversa furada é te indicar uma agência de turismo ou um escritório com informações turísticas.

Vão tentar te empurrar passeios, pacotes e etc. Caso você já tenha o roteiro pronto e vá fazer por conta, se for abordado na rua a melhor coisa a se fazer é não responder. Ignore a presença do individuo. Eu fui me dar conta disso somente ao final da viagem.

A pessoas geralmente são muito insistentes e não entendem o significado de “não obrigado”. A insistência vem porque geralmente ganham comissões dessas agências.

Caso você queira viajar com pacote, tente fazer a reserva pela internet, com as agências locais e NEGOCIE! Esprema ao máximo que certamente você conseguirá um bom desconto.

No nosso caso, como estávamos “perdidos” logo que chegamos, acabamos aceitando a ajuda de um estranho, após muita insistência e fomos parar em uma agência. Tentaram tirar o máximo de proveito da gente lá, oferecendo pacotes caros, mas fomos enfáticos em dizer que só tínhamos determinada quantia para todos os dias, e acabamos conseguindo um bom pacote pele valor de 275 dólares cada.

Não esqueça de pedir recibo e o itinerário assinado com tudo o que estiver incluso no valor que você pagou, pois certamente o seu guia tentará tirar proveito de você alegando que determinado serviço não está incluso e etc.

Isso aconteceu com a gente. Nosso guia disse que a entrada do Taj Mahal (que custa 1.000 rúpias) não estava inclusa. Por sorte estávamos com nosso voucher com o itinerário descrevendo o que estava incluso ou não, mostramos para ele e ele ficou bem bravo, mas comprou o ingresso pra gente.

Dica: Como eu já disse, se fechar pacote com agência, sempre tenha em mãos o voucher com itinerário descrevendo tudo o que está incluso e, em hipótese nenhuma entregue ao seu guia. Faça uma foto dele, por segurança.

Aconteceu uma coisa bem chata com a gente, pois nosso guia, depois do Taj Mahal, pediu o voucher pra dar uma “olhadinha” e sumiu com ele. Resultado, no Vale dos Elefantes tivemos que pagar pelo passeio, mesmo tendo certeza de que estava incluso. Ficou uma situação chata, pois não tínhamos como discutir com ele, levando em consideração que ficaríamos o resto da viagem na companhia dele 🙁 .

E agora? Vale a pena conhecer a Índia?

Apesar de tantos golpes contra turistas, vale a pena conhecer a Índia. De uma forma geral, o que se aplica pra tudo basicamente é: Sempre negocie o preço antes de qualquer coisa, seja um guia em um ponto turístico, uma volta de bicicleta (rickshaw) em Old Delhi, uma “doação” depois de uma oração, uma volta de táxi ou tuk tuk, uma foto com o encantador de serpente, enfim, tudo!

Se você usufruir da gentileza ou do “serviço” para pagar depois, sem combinar o preço, certamente terá muita dor de cabeça e será passado para trás.

Não estou generalizando, certamente há muitas pessoas honestas por lá, mas infelizmente, por sermos turistas, chamamos muita atenção dos urubus golpistas.

E você? Já esteve na Índia e foi vítima ou se livrou de algum golpe? Conta pra gente. 🙂

Rodrigo Coelho

Advogado.
Apaixonado por culturas, cheiros e sabores diferentes.
Viajante compulsivo.

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Autor: Rodrigo Coelho

Advogado.
Apaixonado por culturas, cheiros e sabores diferentes.
Viajante compulsivo.

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