Jaipur: Roteiro de 2 dias na cidade rosa

Jaipur é a capital do Rajastão, na Índia, sendo a maior cidade do estado. Foi fundada em 1728 pelo Marajá Sawai Jai Singh II, o governante de Amber.

É conhecida como a cidade rosa, pois no ano de 1876, o seu marajá mandou pintá-la dessa cor, para a visita do Príncipe de Gales, sendo que desde então a cidade é regularmente pintada.

Passamos dois dias lá e, agora vou contar como foi nossa experiência.

Conforme eu contei nesse post aqui sobre Agra, saímos ainda pela manhã de lá, após a visita no Taj Mahal, para Jaipur, que fica a 240km de distância.

Dia #01: Chegando a Jaipur, visitas às fábricas e Amer road

Chegamos em Jaipur pouco tempo depois do horário do almoço, fizemos uma rápida refeição de 500 rupias (R$ 25,00) que para os padrões da Índia foi bem caro e fomos para o hotel fazer o check in e deixar as malas.

Como a temperatura estava muito alta, se não me engano próximo aos 50 graus, nosso guia/motorista recomendou que ficassemos um pouco no hotel, até o sol baixar um pouco e foi o que fizemos.

Uma horinha depois, nosso guia resolveu nos levar em algumas fábricas de tecido, roupa e prata, sabe aqueles passeios bem pega turista? Então, como não tínhamos opção pro dia, fomos.

Confesso que foi até interessante conhecer como os saris, tecidos, roupas e etc., são estampados e bordados, assim como também, as jóias em pratas são moldadas e as pedras indianas lapidadas.

Óbvio que não compramos nada e falamos para o nosso guia nos levar para algum lugar que realmente fosse possível comprar algo e, não essas ciladas para turistas. Então ele nos levou para Amer road que é uma rua com muitas lojas de roupas, bolsas, sapatos, souvenirs, etc.

Essa rua, até então tinha muita coisa barata, por exemplo, calças indianas por 150 rupias (aprox. R$ 7,50), chinelos femininos por esse mesmo preço, sapatos masculinos por 250 rupias (aprox. R$ 12,62). Conseguimos esses preços após muita negociação, então tenha em mente que é um pouco cansativo fazer compras lá, ainda mais que eles vêm oportunidade em cobrar caro de turistas.

Ficamos algumas horas nessa rua e voltamos para o hotel ao anoitecer, pois o dia seguinte seria bem corrido e cansativo. Confesso que esse dia, de certa forma, seria totalmente dispensável se tivéssemos menos dias na Índia. Digo isso, pois caso você tiver poucos dias e quiser  conhecer Jaipur, se você for mais rápido durante os passeios, é possível visitar os principais pontos em um dia inteiro por lá.

Dia #02: Amber Palace, Water Palace, City Palace, Vila dos Elefantes, Templo dos Macacos

Começamos nosso dia muito cedo, seguindo diretamente para a cidade de Amber, que fica a 7km de Jaipur, onde fica uma fortaleza histórica conhecida como Amber Fort, que abriga o Amber Palace. 

Amber Fort é também conhecido por seus elementos artísticos de estilo hindu, com grandes muralhas, portões e caminhos de paralelepípedos, com vista para o Lago Maota, que é a principal fonte de água para o Palácio.

O palácio foi a residência do Rajput Maharajas e suas famílias. Este palácio juntamente com Jaigarh Fort, que está localizado acima, também nas montanhas de Aravalli. O palácio e Jaigarh Fort são considerados um complexo, pois ambos estão conectados por uma passagem subterrânea.

Pagamos 500 rupias (apox. R$ 25,50) no ingresso. Ao chegarmos logo na entrada, fomos abordados por um “encantador de serpentes” que queria 1.000 rupias para uma foto, contudo, nosso guia negociou e ficou por 100 rupias.

Para subir para o palácio, muitas pessoas vão de elefante, porém, esses elefantes são explorados e mal tratados, então se for contra a exploração deles, suba a pé, como fizemos.

O lugar é incrivelmente lindo, porém como a maioria dos lugares na Índia, vários ambulantes vão te abordar para vender souvenirs, como também guias oferecendo serviços, de forma muito insistente.

Dentro do palácio têm algumas indianas com saris bem coloridos que tiram fotos com turistas. Elas posam para a foto parecendo que esão desintencionadas, porém, ao final cobram o valor mínimo de 100 rupias pela pose. Nem tente oferecer menos, pois elas se ofendem, como aconteceu no nosso caso. Quando ela disse que era 100 rupias, oferecemos o que tínhamos no momento, que se não me engano era 50 rúpias e ela virou as costas e foi embora, deixando o dinheiro para trás.

Terminamos nossa visita e fizemos uma parada no Water Palace (Jal Mahal), que é um palácio localizado no meio do Lago Man Sagar. Até onde nosso guia nos informou, não é aberto para visitação, somente para fotos. Como ele fica no meio do lago, as fotos não ficam muito legais, pois são tiradas na calçada que fica na beirada do lugar.

Se tiver passando por lá, vale a parada para olhar. Depois dessa paradinha, fomos ao City Palace (Palácio da cidade), que como o nome já diz, é o Palácio da cidade. Ele inclui os palácios de Chandra Mahal e Mubarak Mahal e outros edifícios também, sendo então, dessa forma um complexo de palácios. Lá era a sede do Maharaja de Jaipur, que era o chefe do clã Kachwaha Rajput.

Atualmente é um museu, com grande parte deles ainda sendo residência real. Os preços do ingresso variam de acordo com o que você quer conhecer. Pegamos o básico mesmo que custava 500 rúpias (apox. R$ 25,50). 

Dentro do complexo foi cenário das gravações da novela global “Caminho das Índias”. É bem legal que em algumas lojinhas que ficam lá dentro, há quadrinhos com foto de algumas atrizes, como a Juliana Paes, por exemplo.

Além do museu, como eu disse, há lojas e câmbios. Por ser um lugar turístico, pensei que as coisas lá dentro seriam caras, mas não são não! O câmbio foi o melhor que eu encontrei em todo o tempo que estivemos na Índia, 65 rúpias o dólar.

Consegui também comprar um sari de lembrança para minha irmã de excelente qualidade, por 900 rúpias (aprox. R$ 45,42).

Saímos de lá e fizemos uma pausa para o almoço, que pagamos o valor de 360 rupias (aprox. R$ 18,16), passamos por outra fábrica de prata e depois seguimos para a Vila dos Elefantes (Elephant Village).

A Vila dos Elefantes é um local que abriga elefantes resgatados, que antigamente eram explorados na cidade. É uma organização que recebe ajuda do governo local e que, permite que os turistas tenham interação com os animais de forma sadia, pagando uma bela quantia.

As atividades são bem caras, o valor é alto pois a manutenção dos elefantes é bem salgadinha. Lá é permitido você alimentá-los, dar banho, pintá-los e dar uma volta em cima dele por 15 minutos, com um colchão que os massageiam.

Cada atividade tem um preço diferente, começando em 1.550 rupias por pessoa, cada. Escolhemos dar uma volta de 15 minutos em cima do elefante e pagamos 3.100 rupias (eu e a Amanda – aprox. R$ 157,00).

Depois que terminamos o passeio, fomos para o Templo dos Macacos (Monkey Temple) ou ainda Hanuman Temple ou Templo de Hanuman, como o nome já diz, é um templo hindu com milhares de macacos.

Não paga nada para entrar, apenas 50 rúpias (aprox. R$ 2,50) se for entrar com câmera fotográfica. Para poder tirar fotos com os macacos, alimentá-los e saber um pouco da história do lugar, pagamos um guia no valor de 100 rupias (aprox. R$ 5,00) cada. É interessante pagar o guia se você quiser tirar fotos mais de perto com os macacos, já que ele além dos amendoins que da para os macacos, sabe quais deles são mais tranquilos para a interação.

No meio do passeio, do nada um macaco veio correndo e me mordeu na barriga. Eu acredito que foi porque eu estava mais perto de um deles para tirar uma foto, e como eles têm esse instinto protetor acabou me atacando. Então minha dica é: não chegue tão perto do animal, ele pode se assustar e acabar te atacando como uma forma de defesa. Não aconteceu nada grave, porém fica a dica se você quiser conhecer o lugar, para ficar de olhos atentos.

Saímos de lá e fomos para o hotel, pois no dia seguinte passaríamos no Palácio dos ventos (Hawa Mahal) e depois partiríamos para Pushkar.

Dia #03: Passando no Palácio dos ventos (Hawa Mahal), ida a Pushkar

Acordamos bem cedo, passamos no Palácio dos ventos (Hawa Mahal) para apenas tirar uma foto na frente e seguimos para Pushkar.

Não considero esse dia no roteiro, pois ele só foi um dia de transição para outra cidade.

Conclusão

Em um aspecto geral, Jaipur para mim foi a cidade mais legal que conheci na Índia, apesar de não ter conhecido muitas.

De qualquer forma, recomendo fortemente Jaipur. E você? Já conheceu ou tem vontade de conhecer Jaipur? Deixe seu comentário aqui pra gente. 😀

Post atualizado em 17-10-2017 15:23.

Rodrigo Coelho

Advogado.
Apaixonado por culturas, cheiros e sabores diferentes.
Viajante compulsivo.

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Autor: Rodrigo Coelho

Advogado.
Apaixonado por culturas, cheiros e sabores diferentes.
Viajante compulsivo.

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