Tudo sobre Fernando de Noronha – Parte 1

Considerado o melhor destino do Brasil não é à toa que Fernando de Noronha é o desejo da maioria dos brasileiros. Há inúmeros motivos para querer conhecer Noronha, dentre os principais são: águas cristalinas, paisagens de tirar o fôlego, pedras vulcânicas, matas e uma incrível fauna marinha.

Fernando de Noronha

E por ser muito cobiçado, suas passagens geralmente são bem exorbitantes. Bom, não pagamos a passagem para Noronha, por conta de um acordo judicial (que não vale a pena ser citado por aqui) Porém, há disponibilidades mais em conta de passagens áreas se você procurar com mais frequência e atenção. É bem verdade que não é fácil comprar passagens promocionais, mas a gente garante: Vale a pena!

Os meninos mesmo conseguiram comprar pro ano que vem por pontuação pela azul, e pasmem; Pagaram uma bagatela de 8.000 pontos ida e volta por pessoa para o Paraíso!! Lembrando que o trecho varia de 60.000 a 65.000 pontos. Vale ou não a pesquisa?

Quando ir?

Mas, quando ir para Fernando de Noronha? Depende, as chuvas ocorrem de março a julho. A época mais seca de agosto a fevereiro, e durante a baixa temporada que são entre abril a junho você pode conseguir mais descontos em pousadas.

Dica: Mais do que se preocupar com a seca ou chuva, vale prestar atenção nas condições do mar. A ilha é banhada tanto pelo mar de dentro, que é o mar voltado para a Costa Brasileira, quanto pelo mar de fora que é o mar voltado para a Costa Africana. De abril a setembro o mar de dentro têm as melhores condições para mergulho, especificamente á partir de agosto  onde as chuvas cessam. Mas se você gosta mesmo de pegar umas ondas, a melhor época é de dezembro a março onde o swell* cria ondas perfeitas, principalmente na praia Cacimba do Padre – conhecida nessa época como o Havaí Brasileiro.

*A palavra Swell em inglês significa “intumescência”, e em português podemos traduzir como “ondulação”. O fenômeno é formado por tempestades em alto mar que com a turbulência das mesmas segue em direção a costa formando as grandes ondas para serem surfadas. Os ventos também interferem muito nessa formação, o caso do Swell que pegamos em Noronha (que até então não estava sendo esperado) foi devido ao Furacão Matthew que afetou, principalmente o Haiti.

Onde ficar?

Existem três vilinhas principais em Fernando de Noronha; A Vila dos Remédios, a Vila Floresta Nova e a Vila do Trinta.

A Vila dos Remédios é o centro histórico de Fernando de Noronha, é  a mais próxima das praias perto da vila que são: Praia do Cachorro, Praia do Meio e Praia da Conceição, e também das baladinhas locais como o famoso Bar do Cachorro.

A Vila Floresta Nova fica um pouco acima da Vila dos Remédios, só que do outro lado da estrada.

A Vila dos Trinta, é um pouco mais afastada das duas, seguindo na direção do Porto.

Mas então, onde ficar?

Eu recomendo ficar ou na Vila dos Remédios que é a mais próxima ou na Vila Floresta Nova. Nós alugamos o nosso quarto pelo Airbnb. Ficamos na Vila Floresta Nova, na pousada da Neide, pelo valor de R$ 280,00 a diária pro casal. Foi bem barato, considerando que fomos em alta temporada – no feriado da semana do saco cheio, onde os preços variavam de R$350,00 á R$500,00 o casal,  para ficar em uma dessas duas vilas.

A dona Neide, é um amor e nos deixou bem á vontade. Fora que nem precisamos ir em nenhuma agência, ela conseguiu fechar todos os passeios que queríamos, e inclusive nos ajudou com o aluguel do bugue. Mas isso também, vou detalhar mais pra frente.

Dica: Leve lanchinhos, barras de cereais, castanhas, sucos, produtos fáceis de fazer como macarrão para comer na ilha, e etc. Motivo? O primeiro, por ser uma ilha o abastecimento não acontece todo dia, é feito somente por um navio cargueiro que demora aproximadamente 50 horas para chegar vindo de Recife – e pode não ter as coisas que você queira (dependendo do que você come, por exemplo; castanhas) E segundo que por conta disso, os preços são mais caros. Para economizar e ter energia o melhor é prevenir.

Como chegar?

Existem vôos saindo de Recife pelas cias aéreas Azul e Gol e também de Natal, somente pela Azul.

Meu vôo saiu de Campo Grande para Guarulhos, de lá para Recife e de Recife para Noronha. Ou seja é um tanto quanto longo. Eu não fiquei muito tempo em nenhum aeroporto, as escalas e conexões foram bem rápidas, tipo meia hora cada. Mas geralmente quanto mais barata sua passagem, maior será o seu tempo entre as conexões. Portanto relaxe, e pense que o paraíso vai estar cada vez mais próximo de você!

Chegando no Paraíso!

A ilha é pequena, e há limite de visitantes por dia, por isso quando você for aproveite o máximo de noites que puder! Antes de entrar na ilha você deve pagar uma taxa diária de preservação. Você pode imprimir o boleto pelo  site. O valor da taxa é de R$ 64,25 a diária e é obrigatório.

Eu paguei a taxa antes mesmo de viajar, pois como eu disse há limite de visitantes por dia na ilha e como o seguro morreu de velho, eu preferi pagar antes a ter o risco da minha entrada ser negada por exceder o número de visitantes. Porém, eu percebi no desembarque que algumas pessoas estavam pagando no aeroporto, talvez por não saberem da taxa ou por preferirem viver la vida loca! Haha

Taxas

Continuando nosso papo sobre taxas, existe mais uma a ser paga – A do Parque Nacional Marinho. Essa taxa é de R$ 99,90 e vale para 10 dias. Mas Amanda é obrigatório pagar essa taxa do parque? Obrigatório não é, mas sem essa taxa você não faz as trilhas, não entra na maioria das praias, inclusive na considerada a segunda mais bonita do mundo que é a praia do Sancho e nem faz a maioria dos passeios – ou seja, TEM que pagar. A não ser, é claro que você queira ficar apenas nas praias perto da vila, o que sinceramente é um desperdício, não pelas praias porque são lindas, mas pelo fato de que você não viajou horas para só aproveitar o mínimo do mínimo do arquipélago, não é mesmo?

Veja também Como viajar com pouco dinheiro?

O que fazer primeiro em Fernando de Noronha?

A primeira dica que eu dou é depois de ir para sua pousada, você pode ir de táxi (os táxis em Noronha não tem taxímetro, mas geralmente o preço é tabelado, eu paguei R$25,00 para ir do aeroporto para a Vila Floresta Nova), ônibus (eles param bem próximo do aeroporto e custa R$5,00) ou direto com o bugue se já tiver alugado, e pagar a taxa do Parque Nacional Marinho – essa taxa você pode pagar na praça Flamboyant ou no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMbio.

E a praça, onde fica?

A praça é a principal da vila , fica entre a vila dos Remédios e Floresta Nova, todos por lá conhecem e podem te indicar como chegar lá, assim como o ICMbio.  A vantagem de pagar no ICMbio é que você já agenda suas trilhas.

Existem duas trilhas que são indispensáveis em Noronha. A trilha longa do Atalaia ou a curta. Ambos precisam ser agendadas, a trilha longa é feita com guia turístico local e a curta é auto-guiada, ou seja você faz sozinho mas, independente disso precisa ser agendada. Se você optar pela longa não precisa fazer a curta, mas eu vou explicar certinho isso nos próximos posts que serão mais direcionados para os passeios.

O motivo de eu estar falando sobre as trilhas nesse primeiro post? Elas são concorridíssimas e se você deixar pra depois, pode acabar ficando sem agendamento!

Dicas extras!

E para finalizar esse primeiro post sobre o arquipélago a última (MEGA) preciosa dica para vocês: Se possível, vão com um preparo físico bom para lá, a ilha é cheia de ladeiras, pedras, e escadarias. Têm que ter muito fôlego e disposição, mesmo entre as vilas e praias locais. Mas é como dizem; “Quanto maior o sacrifício, maior a recompensa!”

Quer ver mais postes sobre Fernando de Noronha? A playlist tá aqui:

Como economizar em Fernando de Noronha

Fernando de Noronha: Parte 2 – Ilha Tour

Fernando de Noronha: Parte 3 – Passeios e Praias urbanas

Como é mergulhar em Fernando de Noronha

Como viajar barato para Fernando de Noronha: Guia Completo

**Post Atualizado em 23/08/2017.

Amanda Saueia

Brasileira. Geminiana. Contadora. Apaixonada pelo novo, livros, fotografia, música e arte. LOUCA por viagens!

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Autor: Amanda Saueia

Brasileira. Geminiana. Contadora. Apaixonada pelo novo, livros, fotografia, música e arte. LOUCA por viagens!

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